Projeto PREMIUMALGAE transforma subprodutos de microalgas em ingredientes de valor

Iniciativa liderada pela Necton e apoiada pelo COMPETE 2030 visa criar novos compostos para as indústrias nutracêutica, cosmética e da aquacultura.

Imagem genérica de uma cultura de microalgas em laboratório com equipamento científico desfocado.
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Imagem genérica de uma cultura de microalgas em laboratório com equipamento científico desfocado.

O projeto PREMIUMALGAE, liderado pela Necton e apoiado pelo COMPETE 2030, está a desenvolver processos de biorrefinaria para recuperar compostos bioativos de microalgas, transformando subprodutos em ingredientes de valor para as indústrias nutracêutica, cosmética e da aquacultura.

O projeto PREMIUMALGAE, liderado pela Necton e apoiado pelo COMPETE 2030, visa criar quatro novos ingredientes de elevado valor acrescentado a partir de microalgas. Dois compostos serão obtidos a partir da biomassa, ricos em fucoxantina e ficoeritrina, enquanto os restantes resultarão da valorização dos sobrenadantes, com base em exopolissacarídeos e vesículas extracelulares.
A iniciativa, que junta empresas e instituições científicas, parte da lógica de aproveitar recursos com reduzido valor económico e transformá-los em produtos com potencial industrial. "O que procuramos é valorizar componentes que continuam presentes na biomassa e nos sobrenadantes, mas que tradicionalmente não eram aproveitados", explica Maria Teresa Cruz, professora associada da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.
O potencial estende-se a áreas como nutrição, saúde, cosmética e aquacultura. O desafio reside no desenvolvimento de processos eficientes de extração, separação e purificação para produção à escala industrial, otimizando o cultivo de microalgas e utilizando tecnologias como ultrafiltração e precipitação seletiva.
A investigação inclui ensaios in vitro, ex vivo e in vivo para avaliar a bioatividade e segurança dos compostos, bem como estudos de estabilidade. Os primeiros protótipos serão desenvolvidos com parceiros estratégicos como a Azores Life Science e a Sparos.
"O objetivo é promover o aproveitamento máximo da biomassa produzida, reduzindo desperdícios e aumentando o valor gerado ao longo do processo", sublinha Maria Teresa Cruz.
O consórcio integra ainda a Universidade do Porto (Faculdades de Farmácia e de Ciências), a Universidade de Aveiro, a Universidade de Coimbra e o GreenCoLab. A colaboração entre empresas e entidades científicas reúne competências em biotecnologia, farmacologia, química analítica e engenharia de processos.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: COMPETE 2030 (05/11/2026)