A investigação em física de partículas, embora focada em questões científicas complexas, gera conhecimento e desenvolve tecnologia com potencial de aplicação em diversos setores empresariais. A operação LIPTec, cofinanciada pelo COMPETE 2030, procura capitalizar este potencial, reforçando a ligação entre o laboratório e o tecido empresarial.
Segundo Raul Sarmento, coordenador do LIPTec, a investigação no LIP abrange áreas como a inteligência artificial, sistemas de deteção e monitorização, engenharia de radiação e ferramentas multimédia. Estas competências, desenvolvidas para responder a desafios científicos, podem encontrar aplicações práticas em indústrias variadas.
O LIP identifica cinco áreas com potencial de transferência: ciência de dados e inteligência artificial; sistemas de monitorização e controlo; instrumentação de deteção e eletrónica; engenharia e simulação de radiação; e ferramentas avançadas de divulgação. As aplicações incluem a análise de imagens para identificação de defeitos industriais, sistemas de monitorização para gestão de recursos e acompanhamento ambiental, e instrumentação de alta precisão para as áreas da saúde e segurança industrial.
A operação LIPTec pretende criar condições para desenvolver o potencial de tecnologias ainda em fase de validação laboratorial, aproximando-as de aplicações economicamente viáveis. Através de um Gabinete de Transferência de Tecnologia, funcionará como ponto de contacto entre o laboratório e as empresas, organizando e ampliando esforços de colaboração.
Com polos em Braga e Coimbra, o LIPTec visa reforçar a valorização económica do conhecimento científico, mapeando competências, produzindo materiais de divulgação, realizando eventos e apoiando projetos conjuntos. O objetivo é aumentar o número de protocolos de transferência de tecnologia e candidaturas a financiamento com empresas.




