HyCarb e U.Porto desenvolvem membranas de carbono para descarbonização

Projeto cSieve, cofinanciado pelo COMPETE 2030, visa aproximar tecnologia de separação de gases da aplicação industrial.

Imagem genérica de membranas de fibra de carbono em ambiente de laboratório, com equipamento científico desfocado ao fundo.
IA

Imagem genérica de membranas de fibra de carbono em ambiente de laboratório, com equipamento científico desfocado ao fundo.

A operação cSieve, promovida pela HyCarb e cofinanciada pelo COMPETE 2030, visa desenvolver membranas de carbono para a separação e purificação de gases, com aplicações cruciais na captura de CO₂, recuperação de hidrogénio e produção de oxigénio, aproximando uma tecnologia da Universidade do Porto da aplicação industrial.

A tecnologia, desenvolvida na Universidade do Porto e patenteada pela instituição, centra-se em membranas em configuração de fibra oca, que prometem um desempenho superior ao das membranas convencionais em separações gasosas, aliadas a uma elevada estabilidade térmica e química. O Professor Adélio Mendes, inventor da tecnologia e sócio maioritário da HyCarb, lidera a transição do conhecimento científico para a valorização industrial.
O projeto cSieve pretende elevar o nível de maturidade tecnológica (TRL) destas membranas (CMSM), cuja investigação na Universidade do Porto remonta a 1999. O foco está em três separações gasosas de elevado impacto económico: produção de oxigénio a partir do ar para processos de oxicombustão, captura e purificação de CO₂ de correntes de exaustão, e recuperação de hidrogénio de misturas com gás natural.
O consórcio responsável pelo desenvolvimento inclui a HyCarb, a Universidade do Porto, a HyLab e a ENC Power. A U.Porto continuará o desenvolvimento científico e a criação de um simulador avançado, enquanto a HyCarb escalará a tecnologia para módulos de 150 fibras. A HyLab validará os módulos em ambiente laboratorial e industrial, visando atingir o TRL 5.
O apoio do COMPETE 2030 foi determinante para acelerar o desenvolvimento e reforçar a competitividade da tecnologia, mitigando riscos tecnológicos e de escalonamento significativos na transição para membranas de fibra oca e antecipando a sua chegada ao mercado.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: COMPETE 2030 (22/10/2026)