A operação E-Firing, promovida pela Costa Verde e cofinanciada pelo COMPETE 2030, procura desenvolver tecnologias de sinterização por ação de campo elétrico para tornar a produção de porcelana mais eficiente e reduzir a dependência do gás natural. O projeto combina a experiência industrial da Costa Verde, as competências da BRASTHERM no desenvolvimento de fornos e o conhecimento científico da Universidade de Aveiro.
Jorge Marinheiro, Diretor Técnico da Costa Verde, destacou os desafios do elevado consumo energético e da dependência de combustíveis fósseis na indústria cerâmica. A empresa iniciou a sua investigação em 2008, explorando tecnologias como micro-ondas e fornos híbridos, culminando agora no projeto E-Firing.
O projeto pretende estudar fornos elétricos para a primeira etapa de cozedura da porcelana (chacotagem) e processos de monocozedura. A Professora Paula Vilarinho, da Universidade de Aveiro, explicou que o objetivo é aplicar tecnologias de sinterização por campo elétrico em ambiente industrial, em escalas laboratorial e piloto.
As metas incluem a redução de pelo menos 60% no consumo de gás e até 30% na temperatura e 60% no tempo do ciclo de chacotagem. Pretende-se também desenvolver uma pasta aditivada de porcelana com propriedades equivalentes às atuais e aumentar em 10% a resistência mecânica das peças.
O consórcio associa a Porcelanas da Costa Verde, a BRASTHERM e a Universidade de Aveiro – DEMAC, unindo competências complementares para a descarbonização da indústria cerâmica e a criação de novas formas de utilizar a energia.




