O Banco de Portugal (BdP) divulgou, no dia 7 de outubro, o seu Boletim Económico de outubro, revelando perspetivas mais favoráveis para a economia portuguesa em comparação com o boletim de junho. O crescimento económico foi revisto para 2,3% em 2026 (um aumento de 0,5 pontos percentuais) e para 1,8% em 2027 (mais 0,2 pontos percentuais).
Este impulso adicional em 2026 está associado à execução dos fundos do PRR, às medidas orçamentais como o suplemento extraordinário das pensões e a redução do IRS, e ao bom desempenho das exportações. Todas as componentes da procura global foram revistas em alta, com o investimento, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, a registar o maior crescimento previsto de 5,6% em 2026, impulsionado pela componente pública. Prevê-se uma desaceleração para 2027, seguida de uma recuperação em 2028.
O consumo privado deverá abrandar até 2028, acompanhando a moderação do crescimento do rendimento real das famílias. As exportações, que tiveram a maior revisão em 2026 (mais 1,5 p.p.), deverão continuar a crescer nos anos seguintes a uma taxa de 3%, com maior dinamismo esperado nas exportações de bens e serviços não turísticos.
A instituição manteve a estimativa de inflação (medida pelo IHPC) para 2026 em 3,1%, uma aceleração face ao ano anterior devido aos preços da energia. Espera-se que a inflação abrande nos anos seguintes, refletindo a moderação de várias componentes e dos custos laborais.
Os principais riscos apontados pelo BdP incluem as tensões geopolíticas no Médio Oriente e a possibilidade de uma correção abrupta nos mercados financeiros. A instituição aconselha uma política orçamental prudente para responder a desafios como os gastos em defesa, o investimento público e o envelhecimento da população.




