O método, desenvolvido no âmbito dos trabalhos da subcomissão da OIV, representa um contributo nacional para a harmonização internacional de metodologias analíticas no setor vitivinícola. A razão isotópica do estrôncio é um marcador da origem geológica das uvas e pode ajudar a caracterizar a proveniência geográfica dos vinhos.
O procedimento analítico envolve três etapas principais: digestão por micro-ondas a alta pressão, separação cromatográfica do estrôncio (Sr) e do rubídio (Rb) para evitar interferências, e medição por espectrometria de massa com plasma acoplado indutivamente (Q-ICP-MS).
A aprovação deste método enriquece as ferramentas de rastreabilidade e autenticação de vinhos, complementando os métodos de controlo de origem já existentes. Num mercado globalizado, a autenticidade e a valorização da proveniência geográfica são cruciais para proteger denominações de origem e prevenir fraudes.
Em articulação com outros marcadores, esta metodologia poderá fortalecer os sistemas de autenticação, aumentando a confiança dos consumidores e a credibilidade do setor. A aprovação é um reconhecimento do contributo científico de Portugal para a análise enológica e para a definição de normas internacionais.
Esta resolução faz parte de um conjunto de 16 aprovadas na 24.ª Assembleia Geral da OIV. Os textos integrais estarão brevemente disponíveis no site da OIV.




